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A erradicação da pobreza e a economia verde, um modelo econômico menos excludente e menos agressivo ao meio ambiente também foram tema de debates no ciclo de palestras “O Futuro Sustentável”, promovido pela Coppe na Rio+20. Acompanhe algumas das declarações de pesquisadores e convidados, que transmitimos durante os eventos pelo twitter @CoppeUFRJ:

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JUN

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Ele foi um dos primeiros a usar o conceito de ecodesenvolvimento. Já nos anos 70, o professor Ignacy Sachs defendia um crescimento econômico associado a um desenvolvimento social e respeito ao meio-ambiente. Nascido na Polônia, em 1927, fugiu com a família judia para o Brasil, para escapar do domínio nazista durante a Segunda Guerra Mundial. Como especialista em planejamento e economia de países subdesenvolvidos, Ignacy Sachs foi para a Índia, trabalhar no serviço econômico da Embaixada Polonesa.  Finalmente, em 1968, Sachs se naturalizou francês e se tornou professor da École des Hautes Études en Sciences Sociales da França, onde dá aulas até hoje.

Autor ou organizador de cerca de 40 livros sobre economia e meio ambiente, seu trabalho o levou a participar dos grandes encontros internacionais sobre meio-ambiente e desenvolvimento sustentável dos últimos 40 anos, como em Estocolmo, em 1972, e a Rio 92. Agora, 20 anos depois, ele volta ao Brasil para participar de debates na Rio+20. Na palestra “O início de uma nova era: O Antropoceno”, que proferiu no auditório da Coppe/UFRJ, Sachs defendeu que estamos em uma nova era geológica, na qual as atividades humanas  têm um impacto global significativo no clima e nos ecossistemas da Terra. Após explicar seu novo conceito, que coloca o homem como principal agente de mudanças da contemporaneidade, o professor conversou com a equipe da Coppe:

 

Coppe – O que é mais fundamental para o desenvolvimento sustentável?

Sachs – Temos que aprender a caminhar apoiados em três pés: objetivos sociais, condicionalidade ambiental e a viabilidade econômica. Não podemos discutir o ambiente e esquecer que somos 7 bilhões de seres humanos no planeta. Ao mesmo tempo, não podemos discutir o social e político, esquecendo que somos passageiros e tripulantes de uma pequena nave espacial chamada Terra. Estamos num ponto chave da longa história da coabitação entre o homem e a nave-mãe – se falharmos, a aventura humana chegará ao fim.

 

Coppe – Para o senhor, qual a relevância dos projetos da Coppe para a construção de um mundo mais sustentável?

Sachs – As pesquisas de geração de energia renováveis feitas pela Coppe  têm uma importância enorme para o futuro, como por exemplo, o projeto para obter energia dos oceanos. Os trabalhos sobre outras fontes de energia não são mais sonhos e o Brasil ainda tem muito a aproveitar das energias verdes. Temos que abrir o leque da matriz energética, sobretudo o das renováveis.

 

Coppe – Qual o papel da ciência no mundo atual?

Sachs – Temos que reduzir aos poucos, sem traumas, nossa dependência do petróleo, até porque ele é um recurso finito, além de ser muito poluente. A ciência e as inovações têm papel fundamental nessa mudança de paradigma. A crise financeira não vai ser um gargalo para que novas ideias e tecnologias surjam. O problema é a falta de projetos para novas soluções. O Brasil tem condições excepcionais para se tornar um interlocutor internacional sobre as energias limpas.

 

Coppe – Em sua opinião, o quanto o debate entre as nações é importante para a chamada economia verde?          

 

 Sachs – As discussões regionais são importantes para troca de experiências. Brasil e Índia possuem alguns biomas parecidos e poderiam debater soluções com outros países com ecossistemas parecidos. Esses dois países de história parecida têm muito o que compartilhar, e ainda tem a África no meio. Não estou defendendo uma revolta do sul contra o Norte, mas uma interlocução científica mais forte entre esses países com histórico semelhante. Há espaço para o diálogo dos países do Sul com os Norte e entre si. Como disse Louis-Joseph Lebret, vamos fundar “a sociedade do ser na partilha equitativa do ter”.

 

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Quer saber mais sobre os projetos da Coppe para buscar alternativas de energia limpa? Clique aqui 

Assista também ao vídeo sobre a Usina de Ondas, projeto elogiado pelo professor Ignacy Sachs

JUN

21

Por: Profº Márcio D'Agostosem comentários

Em 2010, o Brasil gerou cerca de 60,9 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos, o que representa 378 quilos por habitante ao ano. Desse total, 42% foram destinados para lixões ou aterros controlados, ocasionando problemas à sociedade e ao meio ambiente.

Parte desse resíduo poderia ser reciclada, uma vez que materiais como papelão, papel, vidro e metais podem ser utilizados como matéria-prima em diferentes processos produtivos agregando valor ao resíduo e minimizando os impactos socioambientais causados pelo seu descarte inadequado. (mais…)