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Coppe inicia estudo pioneiro de emissões de gases de efeito estufa por hidrelétricas

Em encontro internacional de cientistas, realizado com a Unesco ( Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) na Universidade Federal do Rio de Janeiro como evento paralelo à Rio-92, foi levantada a hipótese de que os reservatórios de usinas hidrelétricas emitiriam gases de efeito estufa. Pesquisadores da Coppe presentes na reunião começaram naquele mesmo ano a investigar aquela hipótese, com o apoio da Eletrobrás, que foi comprovada, oito anos depois, na tese de doutorado de Marco Aurélio dos Santos, orientada pelo professor Luiz Pinguelli Rosa e defendida no ano 2000 no Programa de Planejamento Energético da Coppe.

A pesquisa revelou que as hidrelétricas emitem gases que intensificam o efeito estufa, num processo relacionado à decomposição de matéria orgânica por bactérias presentes na água. Essas emissões, contudo, em sua maioria, são muito menores que as das usinas térmicas baseadas em combustíveis fósseis.

O resultado levou à criação na Coppe de um grupo de pesquisa e do Laboratório de Energias Renováveis e Estudos Ambientais para aprofundar a investigação no tema. Os estudos mostraram que, na maioria dos casos, as termelétricas emitem duas a três vezes mais que as hidrelétricas equivalentes, mas há casos em que as emissões das térmicas chegam a ser 100 a 150 vezes superiores.

Criação do curso de doutorado em Planejamento Energético e Ambiental

O curso de doutorado em Planejamento Energético e Ambiental foi criado pela Coppe para aprofundar o estudo da dimensão ambiental nas atividades de planejamento energético. Nas engenharias, os estudos específicos se concentram no projeto e na construção de dispositivos e equipamentos mais eficientes para a geração, transformação, transporte e utilização final da energia. No planejamento, busca-se complementar a dimensão tecnológica com uma análise política, econômica, social e ecológica da questão energética.

De 1995 a 2012, já foram defendidas cerca de cem teses de doutorado no Programa de Planejamento Energético e Planejamento Ambiental da Coppe. Transdisciplinar por natureza, o curso é oferecido pelo Programa de Planejamento Energético (PPE) da Coppe. Criado em 1992, o PPE se consolidou como um centro de excelência e o maior grupo brasileiro de pesquisa e ensino de pós-graduação no seu campo.

Inauguração da Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares (ITCP), que qualifica e valoriza os excluídos da economia formal

Utilizando técnicas de gestão e de engenharia de produção, e combinando-as com os conhecimentos de outras áreas e parceiros, a Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares (ITCP) cria metodologias e desenvolve ações de valorização do trabalho de grupos sociais excluídos, para que se tornem empreendedores e ingressem na economia formal.

A ITCP da Coppe inspirou a criação da Rede Universitária de Incubadoras de Cooperativas Populares, da qual hoje fazem parte 40 universidades de todos os estados, e está exportando sua metodologia para a África. Entre os grupos beneficiados, estão catadores de papel, que, organizados em cooperativas, se tornam recicladores, e pacientes dos serviços de saúde mental, que aprendem a fazer planos de negócios para comercializar seus produtos artesanais.

Professores da Coppe coordenam o estudo Brazil: a country profile on sustainable energy development

Coordenado por professores da Coppe, Brazil: a country profile on sustainable energy development foi publicado pela Organização das Nações Unidas (ONU). Para realizar esse estudo, que inclui a simulação de cenários para o Brasil, os pesquisadores da Coppe utilizaram pela primeira vez no país o modelo computacional Message, posteriormente adotado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

Publicação do livro Tormentas cariocas, fruto de seminário realizado na Coppe para debater os danos causados pelas chuvas que castigaram o Rio de Janeiro em fevereiro de 1996

O livro Tormentas cariocas, publicado pela Coppe/UFRJ, foi distribuído para gestores públicos, ONGs, parlamentares e órgãos técnicos. Uma de suas propostas, a criação de um sistema de alerta meteorológico, foi adotada no mesmo ano pela prefeitura da cidade do Rio de Janeiro. Trata-se do sistema Alerta Rio.

O Seminário Prevenção e Controle dos Efeitos dos Temporais no Rio de Janeiro, que deu origem ao livro, foi motivado pelo temporal que, em 13 de fevereiro de 1996, matou cerca de 70 pessoas e desabrigou mais de 6 mil. Realizado em agosto de 1996, o evento reuniu pesquisadores, políticos, representantes de governo e de ONGs, convocados pelo sociólogo Herbert de Souza (1935–1997), então presidente do Comitê de Entidades Públicas no Combate à Fome e pela Vida (Coep) – hoje Rede Nacional de Mobilização Social (Coep), e pelo diretor da Coppe, Luiz Pinguelli Rosa.

Inauguração do Laboratório Interdisciplinar de Meio Ambiente (Lima), que desenvolve metodologias para avaliações ambientais

Criado no Programa de Planejamento Energético da Coppe, o Laboratório Interdisciplinar de Meio Ambiente (Lima) faz avaliação de impactos do sistema energético e avaliações ambientais estratégicas, utilizadas por empresas e instituições públicas como instrumento de planejamento e gestão ambiental.

Desde sua criação, elabora inventários de emissão de gases de efeito estufa no Brasil, para os quais criou ferramentas específicas. O laboratório deu origem ao Centro de Estudos Integrados sobre Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, inaugurado na Coppe no ano 2000 e responsável, desde então, por esses inventários realizados para estados e municípios.

Início do Projeto Iguaçu, para controle de inundações e recuperação ambiental na Baixada Fluminense

Formulado em 1997, mas iniciado de fato em 2007, graças aos recursos do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), o Projeto de Controle de Inundações e Recuperação Ambiental das Bacias dos Rios Iguaçu/Botas e Sarapuí (Projeto Iguaçu) adota soluções inovadoras para lidar com o recorrente problema das enchentes na Baixada Fluminense. O trabalho, encomendado pela Secretaria de Estado do Ambiente, com coordenação técnica do Laboratório de Recursos Hídricos da Coppe, abrange uma área de 726 quilômetros quadrados, onde vivem 2,5 milhões de pessoas.

O projeto inclui obras de drenagem, barragens, reflorestamento de encostas, recuperação de nascentes e construção de avenidas-canal e parques para desestimular a construção de moradias nas margens dos rios. Nos trechos mais sujeitos a alagamentos, os parques foram planejados para serem inundados na estação das chuvas e usados como áreas de lazer no resto do ano.

Apresentação do projeto para a despoluição e revitalização do Canal do Fundão

Formulado no Programa de Engenharia Naval e Oceânica da Coppe, com apoio de pesquisadores de outras unidades, o projeto apresentado ao governo do Estado do Rio de Janeiro resultou no Programa de Recuperação e Revitalização do Canal do Fundão, comandado pela Secretaria de Estado do Ambiente. O Canal do Fundão, na Baía de Guanabara, separa a Ilha do Fundão do continente e é uma das primeiras paisagens vistas por quem chega à cidade pelo Aeroporto Internacional Galeão-Antônio Carlos Jobim.

Após décadas de despejo de dejetos e lixo residencial e industrial, o canal estava assoreado e contaminado por metais pesados. As obras duraram de 2009 a 2012 e incluíram a dragagem e colocação do lodo tóxico em grandes bolsas que ficarão enterradas por 200 anos na Ilha do Fundão, seguindo orientação técnica da Coppe; o saneamento de uma vila de moradores; e a construção de uma ponte para desafogar o trânsito na Cidade Universitária, instalada na ilha.

Início do desenvolvimento do Maglev-Cobra, trem de levitação magnética para uso urbano

Concebido no Laboratório de Aplicações de Supercondutores (Lasup) da Coppe, o Maglev-Cobra é um trem que se desloca, silenciosamente, levitando por meio de supercondutores sobre um trilho magnético.

Ao contrário dos demais projetos de trens magnéticos em desenvolvimento no mundo no fim da década de 1990, concebidos para atingir velocidades de até 600 quilômetros por hora (km/h) e interligar metrópoles, o Maglev-Cobra foi planejado para uso urbano. Dispensa as caras e complexas obras civis dos metrôs e trens de superfície convencionais e se desloca a uma velocidade de 70 km/h. Trata-se de um veículo leve para trafegar sobre esbeltas linhas suspensas, que não competem pelo já congestionado espaço dos centros urbanos.

Inauguração do Instituto Virtual Internacional de Mudanças Globais (Ivig) da Coppe. O Ivig estuda e propõe soluções de mitigação e adaptação às mudanças climáticas

O Ivig mobiliza os conhecimentos de diversas áreas da Coppe para desenvolver projetos de pesquisa interdisciplinares. Seus trabalhos envolvem biocombustíveis, como o biodiesel a partir de oleaginosas e resíduos variados, entre os quais o óleo de fritura e os resíduos do tratamento de esgoto, e o bioetanol. Também conduz experimentos com técnicas de construção sustentável.

A Coppe, por meio do Ivig, desempenhou importante papel de suporte na formulação do Plano Nacional sobre a Mudança do Clima e na elaboração do Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel, para o qual contribuiu, em parceria com outras instituições, com avaliação técnica a partir de testes químicos do novo combustível e com os testes mecânicos de veículos movidos com biodiesel adicionado ao diesel mineral.

Contribuição para o primeiro Inventário Nacional de Gases de Efeito Estufa em reservatórios hidrelétricos

A Coppe foi convidada pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) para compor a equipe responsável por desenvolver estudos na área de energia para o Primeiro Inventário Nacional de Gases de Efeito Estufa em reservatórios hidrelétricos. Com o apoio da Eletrobrás e do MCT, a Coppe fez a primeira estimativa nacional da contribuição das hidrelétricas para o problema da mudança do clima. O Brasil foi pioneiro ao incluir este tema no seu inventário nacional de gases.

Inauguração do Centro de Estudos Integrados sobre Meio Ambiente e Mudanças Climáticas (Centro Clima), que faz inventários e cenários de emissões de gases de efeito estufa

Vinculado ao Laboratório Interdisciplinar de Meio Ambiente (Lima), o Centro Clima faz inventários de emissões de gases de efeito estufa para governos municipais e estaduais e para empresas. Utilizou metodologia específica desenvolvida pelo Lima, em 1999, para realizar o primeiro inventário de uma cidade brasileira, o Rio de Janeiro.

A metodologia é reconhecida como exemplo de boa prática e usada como padrão para a estruturação dos inventários de outras cidades. O Centro Clima também dá suporte à formulação de projetos candidatos à inclusão no Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL).

Implantação da Usina Verde: geração de energia elétrica a partir da queima de lixo

Instalada na Cidade Universitária, na Ilha do Fundão, a Usina Verde é um empreendimento privado, que desenvolve e testa em escala-piloto tecnologias para a geração de eletricidade a partir da queima de resíduos sólidos urbanos. Foi projetada com base em estudos realizados por pesquisadores da Coppe.

Realização do primeiro inventário de emissões de poluentes atmosféricos no Aeroporto Internacional Galeão-Antônio Carlos Jobim

O estudo pioneiro, feito por pesquisadores do Programa de Engenharia de Transportes (PET) da Coppe, em parceria com a Infraero, estabeleceu as bases para a realização de inventários de emissões de poluentes atmosféricos em aeroportos no Brasil.

Testes do primeiro ônibus com tração híbrida diesel-elétrica fabricado no Brasil

O Programa de Engenharia de Transportes (PET) da Coppe concluiu, em outubro de 2001, os testes de desempenho e eficiência energética do primeiro ônibus brasileiro com tração híbrida diesel-elétrica. O trabalho, realizado em parceria com a fabricante do veículo, a Eletra Tecnologia de Tração Híbrida, estabeleceu as bases para a realização de testes de veículos híbridos no país.

Os testes com o veículo da Eletra comprovaram que o ônibus com tração híbrida diesel-elétrica apresentava eficiência energética até 30% maior que os ônibus convencionais, resultado melhor que o da tecnologia norte-americana.

Técnica de medição brasileira é adotada pelos Estados Unidos e Canadá

Contratada por Furnas Centrais Elétricas, a Coppe estudou a emissão de gases do efeito estufa nos reservatórios das hidrelétricas de Corumbá, Estreito, Funil, Furnas, Itumbiara, Manso, Peixoto e Serra da Mesa. O projeto concluído em 2007 aprimorou a metodologia de medições, graças ao aperfeiçoamento das técnicas de medição por câmara de difusão, funis captadores de bolhas e sedimentação de carbono.

As técnicas aperfeiçoadas na Coppe foram adotadas por grupos de pesquisa dos Estados Unidos e do Canadá. Em 2011, o Ministério das Minas e Energia e empresas do setor elétrico encomendaram à Coppe e a um grupo de outras instituições um levantamento de emissões por hidrelétricas instaladas em todo o território nacional.

Apresentação do protótipo em escala reduzida da Usina de Ondas para geração de eletricidade

Desenvolvido no Laboratório de Tecnologia Submarina (LTS) da Coppe, o protótipo da usina de ondas para gerar energia elétrica a partir do movimento das ondas do mar foi demonstrado no LabOceano, o tanque oceânico da Coppe, o mais profundo do mundo. Os bons resultados animaram os pesquisadores a partir para a instalação de uma unidade de testes em escala real.

A nova unidade – primeira usina de ondas da América Latina – está em final de construção no porto do Pecém, no Ceará, com financiamento da Tractebel Energia S.A., dentro do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), e apoio do governo do Ceará.

Instalação da sede do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas (FBMC) na Coppe

Com a nomeação do diretor da Coppe, Luiz Pinguelli Rosa, para o cargo de secretário executivo do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, a sede do órgão passou a funcionar na Coppe. Presidido pelo presidente da República, o FBMC tem a finalidade de auscultar representantes de diferentes setores e segmentos da sociedade para formular e encaminhar ao governo sugestões para o enfrentamento das mudanças climáticas no Brasil.

O FBMC contribuiu para a formulação da Política e do Plano Nacional sobre Mudança do Clima e para a formulação das metas voluntárias de redução das emissões de gases de efeito estufa apresentadas pelo governo brasileiro na 15ª Conferência das Partes da ONU, realizada em 2009 em Copenhague.

Apresentação do estudo de viabilidade do uso do biodiesel no Brasil

Nesse ano, foram apresentadas em Brasília as conclusões da primeira fase do Estudo sobre a viabilidade do uso do biodiesel em veículos, encomendado pelo Ministério de Minas e Energia (MME). O estudo foi coordenado pela Coppe, que realizou testes químicos e mecânicos em veículos abastecidos com diferentes percentuais de biodiesel adicionado ao diesel mineral. Os testes foram realizados em parceria com outras instituições e unidades da UFRJ.

Implantação do Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel

Com base no Estudo sobre a viabilidade do uso do biodiesel em veículos, encomendado à Coppe pelo Ministério de Minas e Energia (MME), o governo federal autorizou a inserção, inicialmente, de 2% de biodiesel na composição do diesel mineral. Mais tarde, ainda com base no estudo da Coppe, realizado em parceria com outras instituições, ampliou o percentual para 5%.

A adição de biodiesel no combustível que abastece 2,8 milhões de veículos a diesel que circulam no país já evitou, somente entre os anos de 2008 e 2011, a emissão de cerca de 4 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera.

Centro Clima produz o primeiro inventário de gases de efeito estufa de São Paulo

O Centro de Estudos Integrados sobre Meio Ambiente e Mudanças Climáticas (Centro Clima) produziu o inventário de gases de efeito estufa da maior metrópole brasileira, São Paulo. Mostrou que os automóveis particulares, os aterros sanitários e o transporte pesado são os principais vilões das emissões de dióxido de carbono e metano.

Inauguração do Centro de Energia e Tecnologias Sustentáveis (Cets)

O conjunto de edificações do Centro de Energia e Tecnologias Sustentáveis (Cets) foi construído para sediar o Instituto Virtual Internacional de Mudanças Globais (Ivig).

Construídas com o apoio da Eletrobrás, as novas instalações compreendem uma casa ecológica, onde funcionam os setores administrativos do Ivig, o laboratório de biocombustíveis e a planta de produção de biodiesel. Na casa ecológica são testadas técnicas como o uso de telhado verde para reduzir o consumo de energia com climatização.

Realização do primeiro teste de uso de biodiesel em locomotivas no Brasil

Os testes conduzidos pelo Instituto Virtual Internacional de Mudanças Globais (Ivig), da Coppe, em locomotivas da Estrada de Ferro Vitória a Minas, de propriedade da empresa Vale, comprovaram a viabilidade técnica de adição de até 20% desse biocombustível ao diesel mineral utilizado no transporte ferroviário, com vantagens ambientais.

Divulgação do 4º Relatório do IPCC, agraciado com o Nobel da Paz e do qual participaram professores da Coppe

Divulgado na Tailândia, o 4º Relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, sigla do nome em inglês), da Organização das Nações Unidas (ONU), contou com a participação de professores da Coppe. No documento, cujo tema central foi a mitigação das mudanças climáticas, pela primeira vez se estabeleceu o consenso científico sobre a contribuição das atividades humanas para o aquecimento global.

O Prêmio Nobel da Paz, dividido com o então vice-presidente norte-americano Al Gore, foi concedido em outubro de 2007, oito meses após a divulgação do relatório. O IPCC foi criado pela ONU em 1988. Professores da Coppe participam da elaboração de seus relatórios gerais (assessment reports) e temáticos (special reports) desde 1990.

Inauguração do Centro de Pesquisas e Caracterização de Petróleo e Combustíveis (CoppeComb)

Ocupando uma área de 1.150 metros quadrados, o CoppeComb é o mais moderno complexo de laboratórios da América Latina na área de caracterização de petróleo e combustíveis. Sua finalidade é pesquisar soluções adequadas para o tratamento dos diferentes tipos de petróleo encontrados no Brasil e para o desenvolvimento e a melhoria da qualidade dos combustíveis derivados de petróleo e dos biocombustíveis.

Contribuição para a formulação da Política e do Plano Nacional sobre Mudança do Clima

Por meio do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas (FBMC), que sedia desde 2004, a Coppe contribuiu, com o conhecimento acumulado por seus pesquisadores em diversas áreas, para a formulação da Política e do Plano Nacional sobre Mudança do Clima. Em abril de 2007, o FBMC e o Ministério do Meio Ambiente propuseram ao governo federal a formulação de um plano nacional para lidar com as causas e os efeitos das mudanças climáticas no país.

Sete meses depois, o governo criou o Conselho Interministerial sobre Mudança do Clima, do qual o FBMC faz parte. No ano seguinte, o Congresso Nacional aprovou projeto de lei enviado pelo Executivo propondo a política pública para o assunto, a qual embasou o plano nacional formulado em seguida. O plano indica ações de mitigação e prevê sua própria atualização permanente. A atualização agora em andamento incluirá ações de adaptação, por proposta apresentada pelo FBMC.

Início do aproveitamento energético de efluentes de esgoto na estação de tratamento da Cedae (Estação de Alegria)

Contratada pela empresa Termorio, a Coppe começou a realizar a avaliação dos processos de tratamento dos efluentes da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de Alegria, otimizar as técnicas disponíveis, projetar equipamentos para converter esses efluentes em energéticos, supervisionar sua produção (quando necessário), compra e instalação, além de realizar a operação assistida da usina instalada na ETE da Cedae, a empresa de água e esgotos do Estado do Rio de Janeiro.

Desde então, o projeto já comprovou ser possível tratar o biogás com equipamento nacional financeiramente competitivo para uso veicular e, também, gerar eletricidade com combustíveis provenientes de efluentes de esgoto a valor competitivo para consumidores especiais que consomem da rede.

Inauguração do Instituto do Clima, para estimular a transdisciplinaridade nas pesquisas da Coppe

Criado com apoio do Ministério da Ciência e da Tecnologia (MCT), o Instituto do Clima reúne vários grupos de pesquisa da Coppe que desenvolvem estudos de identificação das vulnerabilidades brasileiras às variações climáticas e propõem soluções para mitigação e adaptação.

Inauguração do Centro China-Brasil de Mudança Climática e Tecnologias Inovadoras para Energia, parceria da Coppe com a Universidade de Tsinghua

Sediado na Universidade de Tsinghua, em Pequim, o Centro China-Brasil de Mudança Climática e Tecnologias Inovadoras para Energia dedica-se a organizar e estimular a cooperação entre a Coppe e a Universidade de Tsinghua nas áreas de energia e meio ambiente. Isso inclui fontes renováveis de energia e tecnologias voltadas para a sustentabilidade.

Participação na formulação das metas voluntárias de redução das emissões de gases de efeito estufa, apresentadas pelo Brasil na COP 15

Por meio do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas (FBMC), a Coppe contribuiu para a fixação das metas voluntárias de redução das emissões de gases responsáveis pelo aquecimento global, apresentadas pelo governo brasileiro na Conferência do Clima (COP 15), realizada, em Copenhague, em 2009.

Participação no estudo pioneiro Economia da mudança do clima no Brasil: custos e oportunidades

Sete professores da Coppe participaram, como coordenadores e conselheiros, de uma abrangente análise dos impactos potenciais das mudanças climáticas na agenda de desenvolvimento do Brasil. O trabalho, produzido em conjunto por diversas instituições de pesquisa, calculou uma perda de 0,5% a 2,3% no PIB brasileiro em 2050, caso se concretizem as projeções de aquecimento global do IPCC.

Os estudos da Coppe serviram de base para os capítulos sobre energia e zona costeira. O primeiro previu perdas na geração de energia firme das hidrelétricas do Nordeste. O custo da adaptação – instalação de capacidade extra de geração com base em outras fontes energéticas – pode chegar a US$ 51 bilhões. Já o capítulo sobre os impactos na zona costeira calculou em até R$ 207,5 bilhões o valor do patrimônio em risco na costa e propôs medidas de gestão e políticas públicas para a adaptação.

Comprovação da viabilidade do uso de sistema diesel-gás em ônibus no município do Rio de Janeiro

Estudo realizado pelo Programa de Engenharia de Transportes (PET), em parceria com a Petrobras, comprovou a viabilidade econômica do uso de sistema diesel-gás nos ônibus urbanos que trafegam no município do Rio de Janeiro. Apontou, assim, mais uma alternativa de combustível menos poluente que o óleo diesel para o transporte público urbano nas cidades brasileiras abastecidas por gás natural.

Criação do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC), com sede na Coppe

Criado pelos Ministérios do Meio Ambiente e da Ciência e Tecnologia, o Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC) é sediado na Coppe. Inspirado no International Painel on Climate Change (IPCC) da ONU, reúne uma centena de especialistas de diferentes instituições brasileiras para produzir relatórios periódicos sobre o clima e os efeitos das mudanças climáticas no Brasil.

Lançamento do primeiro ônibus elétrico híbrido a hidrogênio, com tecnologia totalmente brasileira

O ônibus elétrico híbrido a hidrogênio, primeiro do gênero projetado no Brasil com tecnologia 100% nacional, foi desenvolvido no Laboratório de Hidrogênio da Coppe. O veículo tem emissão zero de poluentes, é silencioso e oferece eficiência energética muito maior que a dos ônibus convencionais a diesel. Transporta 29 passageiros sentados e 40 em pé e tem autonomia para rodar até 300 quilômetros.

Uma parte da energia utilizada no veículo vem de um conjunto de baterias carregadas na tomada elétrica. O restante vem da energia produzida a bordo a partir do hidrogênio e pela regeneração da energia cinética adquirida com a movimentação do veículo. Similar aos carros de Fórmula 1, o ônibus a hidrogênio da Coppe recupera a energia cinética. Essa energia é aquela que é produzida com a movimentação e que nos veículos comuns é desperdiçada durante as desacelerações e frenagens. No H2+2, é regenerada em energia elétrica e reaproveitada.

Participação no relatório especial do IPCC sobre energias renováveis

Quatro professores da Coppe participaram da elaboração do relatório especial do International Panel on Climate Change (IPCC) sobre energias renováveis. O documento prevê que as fontes renováveis poderão reduzir entre 220 e 560 Gigatoneladas (Gt) a emissão de CO2 na atmosfera entre 2010 e 2050 e responder por até 77% da demanda energética mundial em 2050. As que mais contribuirão para a oferta de energia no mundo serão a biomassa, a eólica e a solar.

Realização do primeiro inventário de emissões atmosféricas por veículos automotores do Estado do Rio de Janeiro

O estudo foi feito pelo Programa de Engenharia de Transportes (PET) da Coppe, em parceria com a Secretaria de Estado do Ambiente.

Inauguração do Laboratório Herbert de Souza de Tecnologia e Cidadania

Criado pela Coppe, em parceria com a Rede Nacional de Mobilização Social (Coep), o laboratório reúne pesquisadores de diversas áreas da Coppe e outras instituições, para o desenvolvimento de soluções tecnológicas que levem em conta a maior vulnerabilidade das populações de baixa renda aos problemas ambientais. Entre esses problemas, estão falta de saneamento, abastecimento de água, segurança alimentar e vulnerabilidade a catástrofes naturais – sobretudo as decorrentes da variabilidade climática.

Apresentação de proposta para criação do Centro Nacional Integrado de Prevenção de Desastres Naturais

Motivada pela tragédia provocada pelas chuvas que, em janeiro de 2011, mataram mais de 900 pessoas e desabrigaram milhares na Região Serrana do Estado do Rio, a direção da Coppe apresentou à presidente da República, Dilma Rousseff, e à Secretaria de Ambiente do Estado do Rio de Janeiro uma proposta para a criação de um centro nacional de prevenção de desastres naturais. A Coppe se oferece como sede para o centro, que reuniria órgãos de governo e de pesquisa científica e tecnológica.

Participação no estudo Climate Impacts on Energy Systems – Key Issues for Energy Sector Adaptation, publicado pelo Banco Mundial

Três professores da Coppe integram o grupo de 19 coautores do estudo publicado pelo Banco Mundial para ajudar o setor energético dos países em desenvolvimento a lidar com os potenciais impactos das mudanças do clima. O trabalho sintetiza o estado da arte do conhecimento sobre a variabilidade climática e suas consequências sobre a produção e a demanda de energia. Também apresenta processos e ferramentas para a inserção das questões climáticas no planejamento e nas práticas operacionais do setor.

Convênio com BNDES para instalação e testes do trem de levitação magnética no campus da UFRJ

Convênio no valor de R$ 5,5 milhões, assinado com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), permitirá a construção de uma linha de testes do Maglev-Cobra, o trem de levitação magnética desenvolvido pela Coppe. A linha, de 200 metros de extensão, será construída até 2014 no campus da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), para levar passageiros do bloco onde funciona o Laboratório de Aplicações de Supercondutores, no Centro de Tecnologia 1, ao bloco do Centro de Tecnologia 2.

O objetivo do projeto, que também conta com apoio da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro (Faperj) desde 2008, é demonstrar a tecnologia na próxima Conferência Maglev, o mais importante encontro internacional de pesquisadores de aplicações da levitação magnética, que se realizará no Rio de Janeiro em 2014.

Publicada primeira metodologia para balanço de carbono que considera entradas e saídas nos reservatórios

O pioneirismo da Coppe no estudo das emissões de gases de efeito estufa em reservatórios de usinas hidrelétricas resultou na primeira metodologia para balanço de carbono que considera entradas e saídas nos reservatórios. A metodologia permite contabilizar as emissões brutas e líquidas, separando as que têm origem na própria barragem e as provenientes de matéria orgânica transportada de outras regiões, pelos rios que escoam para o reservatório.

O peso da energia de origem hidráulica na matriz energética brasileira torna essas informações relevantes para a política climática e a posição do Brasil nas negociações internacionais relativas ao clima. O artigo “Patterns of carbon emission as a function of energy generation in hydroelectric reservoirs”, que descreve a metodologia, será publicado na revista Energy Policy, em 2012. Trata-se de uma colaboração da Coppe com a Universidade Federal de Juiz de Fora, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais e o Instituto Internacional de Ecologia e Gerenciamento Ambiental de São Carlos.