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PROJETOS E PESQUISAS
A energia que vem do ar Força dos ventos
Crescimento da geração eólica pede equipamentos com tecnologia nacional

O ano de 2011 foi um marco na geração eólica no Brasil, quando o preço do megawatt-hora da eletricidade produzida a partir dos ventos se mostrou mais vantajoso do que o de fontes tradicionais, como a térmica, em leilões promovidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A consolidação do sucesso de empreendimentos eólicos, no entanto, ainda depende de novos avanços tecnológicos. Ultrapassada a fase de viabilização econômica dessa fonte de energia, o desafio, agora, está na adaptação da tecnologia e da indústria fornecedora às características locais. Isso pressupõe capacitação de recursos humanos e instalação de fábricas, e não apenas linhas de montagem de produtos importados, como ainda ocorre.

A Coppe vem atuando em parceria com fornecedores de equipamentos aerogeradores e com produtores de energia para inserir o Brasil no cenário mundial de pesquisa, desenvolvimento e inovação em tecnologia para a produção de energia eólica. Está em fase de implementação o Centro de Tecnologia em Energia Eólica, com recursos oriundos do governo do Estado do Rio de Janeiro, por meio de sua Secretaria de Desenvolvimento, e do Ministério da Ciência e Tecnologia.

O trabalho busca uma “tropicalização” da tecnologia adotada nos principais mercados, com a adaptação dos projetos dos equipamentos às condições regionais de vento e às características da rede brasileira de transmissão de energia elétrica. Por isso, um projeto realizado em parceria com a fabricante chinesa Guodian projetará um novo aerogerador com modelagem aerodinâmica condizente com a intensidade e a periodicidade dos ventos, bem como um novo gerador elétrico compatível com as características operacionais da rede de distribuição de eletricidade no Brasil.

Atualmente, as fabricantes nacionais produzem as pás dos aerogeradores conforme a escolha do cliente, que opta por um entre uma família de modelos projetados por empresas estrangeiras. A intenção é definir um modelo específico para as condições brasileiras. “Para que seja aproveitado ao máximo o fator de capacidade das unidades geradoras, deve haver um projeto aerodinâmico otimizado em relação ao perfil dos ventos”, explica o vice-diretor da Coppe, Aquilino Senra Martinez. Com um projeto adequado, é possível ampliar de 20% para 40% o fator de capacidade da usina (o nível de aproveitamento do vento para geração de energia).

A primeira etapa do trabalho do novo Centro de Tecnologia em Energia Eólica será a medição dos ventos e o desenvolvimento de uma metodologia para identificar o perfil de cada região onde serão instaladas as unidades aerogeradoras. Inicialmente, as medições serão feitas no Estado do Rio de Janeiro para, gradativamente, atingir os demais estados. A segunda fase será o desenvolvimento de aerogeradores condizentes com as características locais.

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