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PROJETOS E PESQUISAS
Água de mais, água de menos Mapeamento de risco
Manual vai orientar identificação de encostas vulneráveis a deslizamentos

As chuvas intensas vêm provocando, cada vez com maior frequência, inundações e deslizamentos de terra nas encostas, castigando inúmeras famílias que vivem na costa brasileira, de norte ao sul. A Coppe tem contribuído ativamente com o desenvolvimento de estudos e modelos de engenharia que influenciam as decisões de política pública para mitigar os efeitos das chuvas e prevenir novas catástrofes.

No momento, a instituição colabora com os ministérios das Cidades e da Integração Nacional na formulação e edição de um manual estratégico que orientará o mapeamento de risco das cidades ameaçadas por deslizamentos. A informação é do professor Willy Lacerda, do Programa de Engenharia Civil da Coppe e um dos maiores especialistas brasileiros em geotecnia.

Além de colocar à disposição suas tecnologias, a Coppe vai mais longe, ao defender uma política pública de planejamento urbano voltada para a redução de acidentes e o salvamento de vidas. “É preciso mudar o panorama atual e impor um padrão de mapeamento e zoneamento urbanos, hoje feitos de forma aleatória”, diz Willy Lacerda.

Em 2011, a direção da Coppe, em encontro com a presidente Dilma Rousseff, propôs a criação do Centro Nacional Integrado de Prevenção de Desastres Naturais, que reuniria órgãos de governo e de pesquisa científica e tecnológica. O objetivo é aglutinar os esforços que estão sendo feitos em diferentes instâncias federais, estaduais e municipais. Entre as funções do centro estariam a realização de pesquisas sobre fenômenos naturais, preparação de planos de alerta para as cidades brasileiras, coordenação de zoneamentos ambientais, elaboração de cartas geotécnicas e mapas de risco de deslizamentos e cheias e previsão do tempo. A proposta está sendo examinada pelo governo federal. A Coppe se ofereceu para sediar o centro.

Referência para universidades e centros de pesquisa em todo o país, além de desenvolver soluções metodológicas, a Coppe tem disponibilizado suas tecnologias para minimizar os efeitos das enchentes e escorregamentos agravados pela ocupação desordenada do solo. Na área de Geotecnia do Programa de Engenharia Civil, o professor Maurício Ehrlich vem testando normas técnicas de reforço do solo e desenvolvendo, em parceria com pesquisadores da PUC-Rio, um novo tipo de barra, feitas com resinas e microfibras sintéticas, para técnica de solos grampeados, usada na estabilização de encostas. “Essas barras são mais baratas que produtos feitos em aço, são instaladas de forma mais rápida e a custos mais competitivos”, afirma Ehrlich.

Diversos programas da Coppe investigam também as vulnerabilidades brasileiras à mudança do clima. A costa da área metropolitana do Rio de Janeiro já foi identificada como uma das regiões mais sujeitas a sofrer danos irreversíveis. Em janeiro de 2011, após um grave episódio de chuvas intensas e perdas de vidas na Região Serrana do Rio de Janeiro, a Coppe propôs medidas que servem do norte ao sul do país. Além do mapeamento de risco para nortear a ocupação do solo e orientar prioridades de intervenção numa região, foram sugeridos: criação de sistemas de alerta e planos de contingência; construção e/ou atualização dos planos de drenagem municipais; realização de obras de proteção de encostas e margens; e aperfeiçoamento do sistema de aviso para ocorrência de temporais.

Willy Lacerda e Maurício Ehrlich acreditam que as ferramentas técnicas já existentes ainda são válidas para a solução das enchentes e deslizamentos no Brasil e no mundo. No entanto, novas tragédias só poderão ser evitadas com o comprometimento dos governos, em especial os municipais, que precisam programar políticas públicas de ocupação ordenada do solo e distribuição adequada da população em locais seguros e decentes. “Colocar ordem na casa é a verdadeira solução. As prefeituras precisam ter uma postura decente, impedindo construções irregulares e fiscalizando as encostas. Hoje, não há controle em muitos municípios, que são afetados com chuvas cada vez mais violentas e ocorridas em intervalos de tempo cada vez mais curtos”, conclui Lacerda.

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