Por: Márcio D’Agosto e Suzana Kahn Ribeiro comentários 8


No Brasil, entre 1996 e 2005, o consumo de energia para transportes cresceu 17%, dos quais o transporte rodoviário respondeu por cerca de 90%, envolvendo derivados de petróleo (81%), gás natural comprimido (4%) e etanol de cana-de-açúcar (15%), alternativas amplamente disponíveis. Porém, a crescente consciência social quanto ao desenvolvimento sustentável implica a promoção da escolha dessas alternativas considerando a eficiência energética de toda a cadeia de suprimento, e não apenas o uso final, como é prática corrente.

Assim, tornou-se prática nos países desenvolvidos a aplicação da análise de ciclo de vida (ACV), técnica capaz de considerar insumos e impactos ambientais ao longo de todo o ciclo de vida das alternativas de fontes de energia para transporte.

A partir da análise de um conjunto de referências selecionadas, elaborou-se um procedimento para a comparação de alternativas de fontes de energia para transportes sob a ótica do consumo de energia. Tal procedimento foi aplicado ao transporte rodoviário por automóveis na comparação entre gasolina com 25% de etanol (G85), etanol da cana-de-açúcar (E100) e gás natural comprimido (GNC), considerando o uso final dessas fontes no tráfego urbano no município do Rio de Janeiro e baseando-se em dados representativos da realidade brasileira.

A identificação da melhor alternativa depende dos aspectos a serem valorizados. Sob o ponto de vista do menor consumo de energia, o uso de G85 apresenta o menor valor em todo o ciclo de vida, desempenho similar obtido pelo GNC, 36% melhor que o uso de E100. No entanto, sob a perspectiva do uso de energia renovável e redução de emissões de CO2, o uso de E100 é imbatível, cuja cadeia produtiva no Brasil depende quase exclusivamente de fontes de energia renováveis (93%).

Para as alternativas G85 e GNC, as cadeias de suprimento consomem de 18% e 7% da energia total do ciclo de vida, valores comparáveis com os obtidos em estudos da Agência Internacional de Energia, da ordem de 13% a 21% para a gasolina obtida do petróleo e de 6% a 13% para o GNC. No caso do E100, a cadeia de suprimento no Brasil consome 36% da energia total do ciclo, valor menor que a faixa de 50% a 92% declarada obtida para o combustível produzido a partir de milho (Estados Unidos) e beterraba (Europa), demonstrando o potencial do etanol brasileiro nesse aspecto.

A aplicação do procedimento e os resultados obtidos mostram ainda o diferencial brasileiro de utilizar biocombustíveis na cadeia de suprimento e no uso final das fontes de energia para o transporte rodoviário, como é o caso da adição de 5% de biodiesel no óleo diesel de petróleo e até 25% de etanol na gasolina.

8 ideias sobre “Identificando o uso de energia total e renovável no ciclo de vida de fontes de energia para o transporte

    • Maria Margarida31 out 11 as Acho muito interessante essa pdbiisilsdaoe, gostaria de saber a quantidade de energia gerada por cada painel solar?;ainda: qtos paineis se3o necesse1rios para uso numa residencia de + OU 200 metros de construe7e3o? se esse tipo de energia subitui em 100% o sistema que normalmente utilizado en residencias,ou seja, se posso desligar o relogio e ficar cm e certeza que tenho energia eletrica em minha casa?; se as empresas que vendem o equipamento faz a instalae7e3o, etc.

    • Ci hanno detto che il de8mone assoluto, il kelilr seriale di questo pianeta sarebbe la CO2. Sapete bene che non condivido questa interpretazione, e quindi non ritengo che le emissioni di CO2 causate dalla combustione delle biomasse siano un vero problema ecologico, io. Ma non posso fare a meno di stupirmi vedendo che chi afferma il contrario, e cioe9 che la CO2 farebbe tanto male, poi mi porta come fonte ecologica la biomassa. Ma se c’e8 combustione, mi insegnate, c’e8 produzione di CO2, e la biomassa non fa ecezione. E allora mi domando perche9 la CO2 che sale in cielo per virtf9 della vergine e casta biomassa sia tanto ecologica, mentre quella che lo fa per altre ragioni sarebbe l’assassina mortale del verde pianeta. Cos’ha di diverso quella CO2 dalle altre ? Forse una diversa conformazione molecolare ? Miracolosamente i due atomi di ossigeno permangono forse in equilibrio simmetricamente rispetto all’atomo di carbonio, senza mai formare quel maledetto angolo, causa della formazione del dipolo, e quindi dell’effetto serra ? Forse che le molecole di CO2 provenienti dalla combustione di biomassa vibrano solo allontanandosi ed avvicinandosi all’atomo di carbonio lungo la retta che li unisce ? Solo cosec si spiegherebbe che quella CO2 sarebbe ecologica, nel senso che i sostenitori dell’ipotesi AGW danno a quella parola. Ma non mi risulta che sia cosec e allora, come disse il presidente dell’Enel illuminatemi.

    • Mf4nica Martins disse:Caros, obrigada pelas opinif5es e susgetf5es. Ne3o de1 para esgotar tudo num artigo, mas espero voltar ao tema abordando outros aspectos. Bem, o governo ne3o costuma ser transparente sobre os projetos de usinas nucleares. Sabemos que he1 grande empenho de Ongs e instituie7f5es ambientais por informae7f5es que os levem a questionar pontos vulnere1veis e estabelecer ae7f5es no caso de ne3o conformidades com as normas internacionais. O governo aleme3o, envolvido no financiamento das novas usinas brasileiras, recebe pressf5es diretas dessas entidades. c9 sabido que he1 falhas, dentro dos novos preceitos de segurane7a. He1 que se azeitar o quesito das rotas de fuga no caso de acidentes. Chega a ser irf4nico. Se fosse um modo de energia seguro, evidentemente, esse ponto nem seria discutido. Para dar conta da necessidade de crescimento da indfastria brasileira ne3o he1 como se abster das hidrele9tricas, pelo menos por enquanto. Pore9m, de fato, o caso de Belo Monte e9 uma insensatez, pois ne3o considera ve1rios fatores de manutene7e3o da vida dos edndios do Xingu, que este3o em estado de apreense3o e luta para reverter a decise3o das autoridades. Na minha opinie3o, o fator risco de vida poderia ser estudado dentro de indicadores, que ajudassem na tomada de decisf5es da matriz energe9tica a ser escolhida diante dos diversos contextos. Embora, para o pfablico em geral ne3o resta dfavidas sobre o quesito nuclear. Depois do histf3rico de acidentes que o mundo assistiu, je1 deu pra entender que he1 muitas varie1veis de segurane7a, e, ne3o totalmente controle1veis. Do contre1rio nem estaredamos falando disso. Afinal, sere1 que podemos minimizar nossa apreense3o, escolhendo um mundo iluminado por energias mais limpas? A pauta vai esquentar e sere1 tema da agenda mundial e,claro, assunto a ser debatido tambe9m em todo o Brasil. Ate9 breve!

    • Eduardo disse:Em termos de cmsunoo energe9tico o Brasil e paedses da Europa se3o incompare1veis dispomos de vasto territf3tio geogre1fico e uma demanda bem maior por energia do que os paedses citados. Ale9m do mais podemos escolher o tipo de energia a ser utilizada coisa que bem poucos podem. A controve9rsia maior este1: Se ne3o podemos utilizar a Energia Nuclear tambe9m ne3o podemos permitir a construe7e3o de Hidrele9tricas do mesmo nedvel de Belo Monte. Mas podendo um ou ne3o podendo outro o certo e9 que necessitamos urgentemente de gerae7e3o de energia para atender a infraestrutura do paeds. Tardiamente estamos estimulando a gerae7e3o de energias renove1veis. Parabe9ns a articulista pela vise3o explanada!!!

    • Alaor disse:Parece que os aleme3es ne3o conhecem o dtdaio mais vale um pe1ssaro na me3o, que dois voando. Imagino a dificuldade em colocar torres em alto mar, ainda mais no Mar do Norte e no Atle2ntico Norte (que este1 bem distante e nem banha a Alemanha) e depois armazenar essa energia. Alie1s, desde quando sistemas inteligentes conseguem armazenar energia e ne3o estamos falando de baterias de carro, mas sistemas que sejam capazes de armazenar Gigawatts. Essa tecnologia este1 te3o distante, quanto a do pre9-sal. Acho que este1 faltando seriedade .

    • Gostei muito do seu artigo e cnrdooco plenamente com tudo o que nele consta. Considero que cada vez mais, o nosso futuro, quer de Portugal quer do mundo, sere1 aproveitar o Sol e o vento. Desta forma, as inimagine1veis riquezas que se acumulam nos bolsos dos senhores do petrf3leo, que o usam de forma ne3o justa, ne3o e9tica, ne3o ECOLd3GICA e a seu bom proveito, seriam distribueddas por milhf5es de microprodutores, tendo por base uma energia limpa. Ao mesmo tempo que, no caso de Portugal muito em particular, poderia ser um factor dinamizador da nossa economia, se se aposte1-se no desenvolvimento da tecnologia, da existente e por ventura de outras que venham a surgir. Esta tere1 de ser grande parte da nossa estrate9gia para o futuro e quem disser o contre1rio este1 cego.Se ne3o caminharmos neste sentido, continuaremos e0 espera que da Alemanha, China e companhia, nos chegue tecnologia o mais desenvolvida/barata possedvel e os consumidores finais de energia pagare3o ne3o o I&D de Portugal mas sim desses paedses que este3o na linha da frente e que souberam antecipar o futuro.Vedtor Teixeira

  1. A pergunta foi: Tudo e9 enrgeia? Ne3o! Muito simplista.Tudo e9 espae7o, tempo e enrgeia. Energia ne3o cria espae7o, nem tempo; tempo ne3o cria espae7o, nem enrgeia; espae7o ne3o gera enrgeia, nem tempo.Energia sf3 se explica num determinado espae7o durante um dado tempo. Pode ser aplicada para se percorrer ou dominar um certo espae7o num exato tempo.Se ne3o tiver um desiderato, para que enrgeia?O espae7o este1 le1, ou aqui, previamente, este1tico (ceteris paribus) e finito (geolf3gico). O tempo inexora indefinidamente. Estes dois fatores mobilizados pelo fator enrgeia (qualquer que seja), sinergizam para permitir qualquer sistema em ae7e3o. Facilitando: processam um objetivo qualquer, seja natural como o correr do rio para o mar ou da nuvem fugindo do frio para o calor, como uma tarefa humana (ou social) ao preparar um cafe9zinho ou lane7ar uma flecha para cae7ar um cervo.Tudo ne3o e9 simplesmente enrgeia. Tudo e9 item sisteamico, ineludivelmente. Sf3 precisa de uma ff3rmula, receita ou preceito para fazer a coisa funcionar. Ente3o, aed, vem a cultura do pensar para arrumar um jeito. Momento em que avulta o conhecimento que, paulatinamente, atrave9s de sucessivos ajustes, ou inovae7f5es incrementais, melhoram a utilizae7e3o do espae7o, reduzem a exigeancia de tempo e cria novas modalidades de gerae7e3o, armazenamento, portabilidade de enrgeia. Simplesmente para processar melhor, pelo menos no e2mbito social, cuja malha(rede) de nf3s (nodal) humanos replica a experieancia da melhor pre1tica em redes.

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