Um veículo que pode tornar o sistema brasileiro de transporte por coletivos em um dos mais limpos do mundo. Este é o perfil do H2+2, um ônibus híbrido movido a energia elétrica obtida da rede convencional e produzida a bordo (por meio de uma pilha a combustível alimentada com hidrogênio e pela regeneração da energia cinética). Desenvolvido pela Coppe/UFRJ, o modelo foi criado para substituir os ônibus convencionais a diesel e combina alta eficiência energética com emissão de poluentes nula. O protótipo entrará em funcionamento durante a Rio+20, fazendo traslados durante a conferência, na Barra da Tijuca.

Esta é a segunda versão do ônibus, ainda mais eficiente no aproveitamento da energia e com custo de fabricação menor que a versão anterior, lançada em 2010. Mudanças no sistema de tração permitiram reduzir a potência da pilha a combustível e torná-la mais leve, sem comprometer o desempenho do veículo. O resultado é uma redução de 40% no consumo de hidrogênio e de 30% no custo de fabricação.

“Conseguimos aprimorar o desempenho do veículo. Com menos equipamentos a bordo, ele consome menos hidrogênio e tem autonomia superior a300 quilômetros, o equivalente ao deslocamento médio diário dos ônibus que rodam na cidade”, afirmou o professor e coordenador do Laboratório de Hidrogênio da Coppe/UFRJ, Paulo Emílio Valadão de Miranda.

Similar aos carros de Fórmula 1, o ônibus a hidrogênio da Coppe recupera a energia cinética. Essa energia é aquela produzida com a movimentação e que nos veículos comuns é desperdiçada durante as desacelerações e frenagens. No H2+2, ela é regenerada em energia elétrica e reaproveitada. Como a maior parte da matriz energética do Brasil se baseia em energia elétrica proveniente de fontes renováveis e pouco poluentes, o H2+2 pode tornar o sistema de transporte por ônibus no Brasil um dos mais sustentáveis do mundo.

Quer saber como o Ônibus a H2+2 funciona? Assista ao vídeo: http://bit.ly/KQXAc8

Para os passageiros, o H2+2 terá um grande diferencial nas suas viagens: o ônibus sustentável é muito mais silencioso do que aqueles movidos a diesel. O veículo é o único com tecnologia 100% brasileira e sua comercialização já está licenciada pela Tracel, empresa responsável também pela criação de componentes do sistema de gerenciamento de energia.

O banco Santander já disponibilizou uma linha de crédito especialmente voltada às prefeituras interessadas na compra dos ônibus.