A participação da universidade nas discussões da Rio+20 começou, nesta quarta-feira, primeiro dia da conferência, com o ciclo de palestras “O futuro sustentável – Tecnologia e inovação para uma economia verde e a erradicação da pobreza”. Especialistas em energia e em meio ambiente falaram sobre a importância do desenvolvimento sustentável, no evento promovido pela Coppe/UFRJ, na Ilha do Fundão, no Rio de Janeiro.

O reitor da UFRJ, Carlos Antônio Levi da Conceição, destacou os avanços dos debates sobre o tema, desde a Rio 92. “Discutir o futuro era uma tarefa árdua. Antes, a questão ambiental se resumia à luta anti-nuclear, hoje amadureceu e os problemas cresceram. Hoje, ganha força o compromisso da universidade se envolver com isso e assumir o viés ambiental, com papel proeminente da Coppe. Defendo que toda tese de graduação deva ser articulada com a questão ambiental. Sonho com uma universidade cada vez mais verde e com a Cidade Universitária neutra em carbono.”

Para o secretário executivo do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luiz Antônio Elias, o futuro sustentável é o tema central para a erradicação da pobreza e desenvolvimento do Brasil. “Com nossa megabiodiversidade, podemos dar um salto no desenvolvimento sustentável e no crescimento do país, conciliando o esforço contra a pobreza com o incremento do processo de conhecimento.”

O diretor da Coppe/UFRJ, Luiz Pinguelli Rosa, ressaltou que a participação na Rio+20 garantirá a universidade espaço para a discussão e troca de ideias. Já o vice-diretor da instituição, Aquilino Senra, lembrou os avanços tecnológicos, desde a realização da Rio 92: “Aquela conferência contou também com a nossa participação e, na linha do tempo, poucas coisas avançaram tanto como a tecnologia ambiental. Ao mesmo tempo, a expectativa de vida cresceu, a população do planeta chegou a mais de sete bilhões de pessoas, com um bilhão de automóveis circulando. A maior parte da energia é consumida por apenas uma fração. Fechar essa equação é extremamente difícil.

Nesse debate, a Coppe tem papel relevante ao tratar de energia e mobilidade urbana. Temos mais de 40 projetos em exposição no Parque dos Atletas.”

Para o diretor da Escola Politécnica/UFRJ, Eduardo Serra, o momento é decisivo para o futuro do planeta. “Entre os elementos de degradação ambiental, apenas o problema da camada de ozônio teve uma solução.  A universidade tem papel fundamental na busca de processos mais amigáveis e na contribuição para a reflexão do desenvolvimento sustentável”, diz. Para ele, a criação de um organismo ambiental no âmbito da ONU pode garantir dotação orçamentária para o enfrentamento dos problemas, com fundo específico.