Sucesso de visitação no estande da Coppe/UFRJ na Rio+20, o modelo de ônibus movido a hidrogênio, sem emissão de gases poluentes, pode estar circulando pelas ruas do Rio de Janeiro a partir da Copa de 2014. Para isso, foi assinado um convênio entre a Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor), o governo fluminense, a prefeitura carioca, a Coppe, o banco Santander e a Tracel, empresa que produzirá os veículos batizados de H2+2.

Queremos ter uma frota circulando em 2014″, disse o professor Paulo Emílio de Miranda, coordenador do Laboratório de Hidrogênio da Coppe/UFRJ, depois de participar do seminário “O futuro sustentável – Tecnologia e inovação para uma economia verde e a erradicação da pobreza”, nessa segunda-feira, na Cidade Universitária.

“Com o potencial hidráulico que o país possui, mais a produção de biogás, o Brasil tem tudo para ser o maior produtor de hidrogênio do mundo. Como já é o principal fabricante de ônibus e tem o maior mercado de coletivos, o H2+2 pode ser uma opção viável, com benefícios contra a poluição urbana. Só na Região Metropolitana do Rio de Janeiro rodam 16.800 ônibus, poluindo o ar com emissões.”

 

Paulo Emílio explicou que o projeto do ônibus lançado em maio de 2010 na universidade foi aperfeiçoado e, agora, dois anos depois, o híbrido a hidrogênio com tração elétrica ganhou o nome de H2+2, numa referência à Rio+20.

Além de utilizar fontes renováveis e não poluir o ambiente, o H2+2 foi pensado para garantir o máximo de eficiência energética. A chave é um inteligente sistema de hibridização e gestão da energia. Ao contrário de veículos elétricos convencionais, que carregam suas baterias exclusivamente na rede elétrica, ele também produz eletricidade a bordo, a partir de uma pilha a combustível alimentada com hidrogênio. A disponibilidade de energia também é convertida em conforto aos passageiros, como tomadas para o carregamento de celulares, laptops e outros dispositivos móveis.