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A Organização Internacional do Trabalho (OIT) e o Instituto Global para Tecnologias Verdes e Emprego vão fazer um levantamento dos empregos verdes no Brasil.payday loans A informação é do coordenador dos Programas de Trabalho Decente e Empregos Verdes da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Paulo Sergio Muçouçah, que participou nesta sexta-feira, 22, do seminário “Mudança climática e desenvolvimento sustentável”, promovido  pelo Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas (FMBC), na Rio + 20, no estande da Coppe/UFRJ, no Parque dos Atletas.

O conceito de emprego verde alia o trabalho decente aos esforços para uma economia de baixo carbono. “Vale registrar que o conceito de empregos verdes é anterior ao de economia verde, nos estudos das Nações Unidas. Também é importante ressaltar que, ao contrário do que os críticos diziam, o esverdeamento da economia tem criado mais empregos. Esse pode ser o caminho para inclusão social. No Brasil, há uma tendência de crescimento de trabalho na produção de energia renovável”, exemplificou Muçouçah.

Criado em parceria com a Secretaria do Meio Ambiente do Estado do Rio de Janeiro e contando com o apoio do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), o novo instituto, com sede no Parque Tecnológico da Ilha do Fundão, vai integrar ações e atividades desenvolvidas na Coppe/UFRJ voltados para o desenvolvimento sustentável e inclusão social.

Durante o encontro, também foram debatidas alternativas para adaptação às mudanças climáticas.  A coordenadora técnica do Laboratório Herbert de Souza de Tecnologia e Cidadania da Coppe/UFRJ, Gleyse Peiter, contou que foi lançado oficialmente na Rio + 20 um banco de boas práticas sobre iniciativas de adaptações às mudanças climáticas que deram certo ao redor do mundo. A ideia de reunir num só local  estas ações  pode ser acessada no “Banco de Boas Práticas: vulnerabilidade e adaptação” .

No espaço, o internauta pode encontrar um projeto de agricultura familiar numa favela na periferia de Belo Horizonte, em Minas Gerais, ou a experiência promovida por agricultores do Camboja, na Ásia. Segundo a coordenadora técnica do Laboratório Herbert de Souza de Tecnologia e Cidadania da Coppe/UFRJ, Gleyse Peiter, em apenas dois meses foram catalogados 168 experiências de sucesso. A experiência também faz parte da exposição “O Futuro Sustentável”, que está sendo promovida pela Coppe/UFRJ , até Domingo, no Parque dos Atletas.

“Na página, damos a descrição do projeto, a classificação, os resultados, a localização e os contatos dos autores da iniciativa. Isso proporciona um intenso intercâmbio. As pessoas passam a trocar experiências. Tenho notícias de que neste pouco tempo do banco no ar isto já está acontecendo”, disse Gleyse.

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