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Clima, Energia, Oceanos Baía Limpa
Projeto combina geração de conhecimento com inclusão social nas águas da Guanabara

Desde 2010, uma iniciativa da Coppe com O Projeto Grael dos velejadores Axel, Torben e Lars Grael, a petroleira BG e a consultoria Prooceano contribui para a despoluição da Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro. O trabalho conjunto consiste no estudo da dinâmica que rege a circulação das águas na baía.

Derivadores oceânicos (boias equipadas com sensor de temperatura da água e monitoradas por satélite) são lançados ao mar pelos pesquisadores para recolherem dados sobre as correntes marinhas e seus parâmetros físico-químicos.  Os dados obtidos resultam em informações sobre o movimento das águas e a possível trajetória de poluente, como o lixo lançado na baía. De posse dessas informações, três alunos habilitados pelo Projeto Grael vão duas vezes por semana de lancha aos pontos previamente identificados e coletam dados oceanográficos. “Entendendo a dinâmica que rege a circulação da Baía de Guanabara, é possível trazer um pouco mais de informação às ações do Projeto Grael”, explica o pesquisador da Coppe Luiz Paulo de Freitas Assad, do Laboratório de Métodos Computacionais em Engenharia (Lamce).

As informações geradas são também relevantes para o caso de eventuais vazamentos de óleo de navios e refinarias, pois permitem prever as repercussões do acidente no ambiente marinho e planejar as ações de contenção do óleo derramado. Além disso, os dados coletados são úteis também para a prática de esportes náuticos e constituem um conhecimento importante para planejamento de transporte aquaviário, caso haja no futuro uma decisão de ampliar o aproveitamento da Baía de Guanabara com essa finalidade.

Do ponto de vista social, o trabalho de monitoramento das águas na Baía tem também  o mérito de incluir jovens das cidades fluminenses de Niterói, que passam a ter contato direto com a universidade e o meio científico.

A participação do Lamce consiste no desenvolvimento de um modelo computacional inovador, em evolução contínua, que, no segundo semestre de 2012, já deverá incluir variáveis tridimensionais, com dados sobre a profundidade da água. A Prooceano, empresa especializada em oceanografia e consultoria ambiental, processa e trata as informações enviadas via satélite e atualiza o banco de dados em tempo real. Na página do Projeto Baía de Guanabara (www.projetobaiadeguanabara.com.br), é possível acompanhar o movimento da maré a cada hora e ainda a previsão para os três dias seguintes.

O interesse da Coppe na Baía de Guanabara não é recente. Sua atuação direta na região data do início da década, motivada principalmente pelo grande vazamento de óleo ocorrido na Refinaria Duque de Caxias (Reduc) no ano 2000.  “A interação com a Baía de Guanabara funciona para nós como uma espécie de laboratório, em constante desenvolvimento”, comenta o professor do Lamce Luiz Landau.

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