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PROJETOS E PESQUISAS
Água de mais, água de menos Gestão da escassez
Estudo prevê potencial disputa entre Rio de Janeiro e São Paulo pelas águas do rio Paraíba

As atividades de reflexão e questionamento que fazem parte do dia a dia da Coppe resultam, com frequência, na identificação de problemas e na sinalização de tendências que ajudam os gestores e formuladores de políticas a tomarem decisões.

Baseado em décadas de estudos, o Laboratório de Recursos Hídricos da Coppe vem emitindo sinais de alerta: o risco de escassez de água, em consequência de desperdícios, do crescimento econômico e do crescimento urbano. Embora o Brasil tenha 13% das reservas de água doce do mundo, para apenas 3% da população mundial, 70% dessas reservas estão na Amazônia, longe dos grandes centros urbanos – que já começam a dar sinais de escassez hídrica.

Estudos comandados pelo professor Paulo Canedo levantaram um potencial de disputa entre as duas maiores metrópoles do país – Rio de Janeiro e São Paulo – pelas águas do rio Paraíba do Sul, que atravessa os dois estados. A Região Metropolitana do Rio de Janeiro depende basicamente do sistema Guandu, que não se sustenta sem a transposição das águas do Paraíba. Já a capital paulista tem buscado água em municípios cada vez mais distantes e é bem possível que, no futuro, queira lançar mão de sua fatia do Paraíba.

Contratada pelo governo federal, a Coppe produziu um plano diretor para o Guandu, que combina obras de engenharia – algumas muito simples – com medidas inteligentes de gestão da distribuição e uso da água. “O resultado permitiu ampliar a capacidade de fornecimento do Guandu, para atender às necessidades de aumento da demanda fluminense por dez anos”, informa o professor Canedo. Esse tipo de estudo facilitou o prosseguimento dos vultosos investimentos no polo industrial de Itaguaí, com a ampliação do porto e a instalação de grandes projetos siderúrgicos.

Mas a economia fluminense continua a crescer. Diante disso, o professor e sua equipe estão fazendo para o governo estadual um plano diretor de recursos hídricos. “Ao contrário dos planos de bacia convencionais, o trabalho cobrirá o estado inteiro, mas sem descer a detalhes e aplicando-lhe uma visão estratégica de longo prazo”, diz Canedo. Uma das mais inovadoras propostas em estudo é a contabilização dos custos que uma eventual decisão de São Paulo de usar as águas do Paraíba causaria ao Estado do Rio e os custos que outras opções gerariam para São Paulo. Feitas as contas, os dois estados poderiam negociar um sistema de compensação mútua – algo nunca feito no Brasil.

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