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PROJETOS E PESQUISAS
Trabalho, renda, dignidade Incubadora de Cooperativas
Tecnologia para organizar grupos excluídos promove inserção na economia formal

Desde 1995, uma inovadora iniciativa da Coppe trabalha para tirar da invisibilidade grupos sociais excluídos econômica e socialmente e transformá-los em empreendedores capazes de gerar e comandar seus próprios negócios. São catadores de lixo, usuários do sistema de saúde mental, camponeses, pequenos prestadores de serviços e egressos do sistema penitenciário, entre outros. Eles são organizados em cooperativas e apoiados com treinamento e qualificação.

Utilizando técnicas de gestão e engenharia de produção, e combinando-as com os conhecimentos de outras áreas e parceiros, a Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares (ITCP) cria metodologias e desenvolve ações de inclusão e valorização do trabalho desses grupos que estão nas bordas da economia informal e, por isso, não são enxergados pelos agentes da economia formal.

A ITCP da Coppe impulsionou a criação, com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e da Fundação Banco do Brasil, da Rede Universitária de Incubadoras de Cooperativas Populares, da qual hoje fazem parte 40 universidades de quase todos os estados brasileiros.

Projetos desenvolvidos diretamente pela ITCP, em convênio com órgãos governamentais, resultaram na criação de programas nacionais oficiais, com ações disseminadas por todo o país. É o caso dos mais de 600 centros de atenção psicossocial (CAPs), para geração de trabalho e renda para os usuários de serviços de saúde mental. Foram criados pelo Ministério da Saúde a partir de uma experiência da ITCP com pacientes do Instituto Psiquiátrico Philippe Pinel, do Rio de Janeiro. “Os resultados indicam redução nas internações e nas quantidades de remédios ingeridos pelos participantes”, conta o professor Gonçalo Guimarães, idealizador da incubadora de cooperativas. A ITCP treina regularmente médicos, terapeutas ocupacionais, psicólogos, assistentes sociais e usuários, para que aprendam a fazer planos de negócios.

Outro projeto que se tornou política pública dos ministérios do Trabalho e do Turismo é o programa de incubação de cooperativas populares e organização comunitária nas áreas de alto potencial turístico e baixo índice de desenvolvimento humano. O programa começou no Nordeste, abrangendo os Lençóis Maranhenses, no Maranhão; o Parque Nacional da Serra da Capivara e o delta do Parnaíba, no Piauí; e a praia de Jericoacoara, no Ceará. “O objetivo é mudar o olhar da indústria de turismo, que só costuma inserir a população local – quando o faz – como empregada de hotéis e restaurantes”, explica Gonçalo. Com isso, os pequenos prestadores de serviços, como taxistas e bugueiros, mantêm-se na informalidade e não conseguem dialogar, por exemplo, com as agências que enviam os turistas para a região. O programa trabalha com a ideia de arranjos produtivos locais e estimula a formação de cooperativas para formalizar e valorizar o trabalho local.

A ITCP também está ajudando a retirar da invisibilidade a multidão de catadores de lixo que povoa as metrópoles brasileiras e a transformá-los em recicladores de resíduos urbanos. Estimuladas a se organizarem em cooperativas, essas pessoas recebem treinamento em segurança do trabalho e em logística e aprendem a reconhecer diferentes materiais e respectivos valores no mercado, para que possam selecioná-los e comercializá-los com vantagem.

Hoje, a incubadora da Coppe começa a exportar sua metodologia. Dentro de um programa oficial do governo brasileiro, de apoio à construção de casas no interior de Moçambique, está ajudando a criar uma incubadora e treinando os trabalhadores locais que fazem as obras em sistema de mutirão remunerado pelo governo moçambicano. O objetivo é transformá-los em pequenos empreendedores cooperativados. Entre outras técnicas, eles aprendem a fazer planos de negócios, para que, estruturados e fortalecidos, sejam capazes de manter o negócio depois que a obra pública acaba.

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