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PROJETOS E PESQUISAS
Trabalho, renda, dignidade Meio ambiente e pobreza
Novo laboratório cria ferramentas para lidar com problemas ambientais dos mais pobres

O Laboratório Herbert de Souza de Tecnologias Sociais, recém-inaugurado na Coppe, nasceu de uma constatação feita em trabalhos diretos com comunidades de baixa renda: as questões ambientais estão no cerne dos grandes desafios enfrentados pelas populações econômica e socialmente excluídas. São problemas como falta de saneamento, abastecimento de água, segurança alimentar e vulnerabilidade a catástrofes naturais – sobretudo, no caso brasileiro, as decorrentes da variabilidade climática.

Pesquisas feitas em diversas áreas da Coppe já mostraram que as populações e regiões mais pobres serão as maiores vítimas das mudanças do clima no Brasil – sejam os moradores de áreas urbanas afetadas por enchentes e deslizamentos, sejam os pequenos agricultores familiares do semiárido nordestino. Um dos propósitos do novo laboratório é aproximar os engenheiros dos profissionais das ciências humanas e sociais que tradicionalmente se debruçam sobre as comunidades mais vulneráveis ou socialmente excluídas.

O laboratório é fruto de uma parceria da Coppe com a Rede Nacional de Mobilização Social (Coep), criada em 1993 pelo sociólogo Herbert de Souza, o Betinho. Em duas décadas de atividade, o Coep acumulou vasta experiência de ação direta em comunidades excluídas e de pesquisa e reflexão sobre as causas da pobreza. A rede Coep articula 1,1 mil organizações, 110 comunidades de baixa renda e 27 mil pessoas, que, juntas, construíram um conjunto de metodologias de organização comunitária, desenvolvimento comunitário (geração de renda) e mobilização social via internet.

O novo laboratório, instalado numa área de 200 metros quadrados na Coppe, pretende influenciar o pensamento acadêmico para que, ao produzir tecnologias para uma nova economia ambientalmente responsável, leve em conta a visão e as necessidades das populações econômica e socialmente vulneráveis.

“Nossa função é articular todas as possibilidades de encontro entre a visão da academia, a das empresas e a das comunidades”, define o engenheiro André Spitz, presidente do Coep. A secretária executiva da entidade, Gleyse Peiter, também engenheira, completa: “Se queremos fazer a transição para uma nova economia, é preciso discutir como as pessoas estarão preparadas para atuar nessa nova economia, com novos mercados e novas tecnologias. É preciso saber como ocorrerá a inclusão social. E quem desenvolve uma nova tecnologia precisa ter essa preocupação, para que seu trabalho ganhe uma dimensão realmente transformadora em grande escala”.

O laboratório está se organizando para trabalhar com projetos de desenvolvimento de tecnologias em três eixos principais: a vinculação entre as mudanças climáticas e a pobreza; a erradicação da miséria; a vinculação entre direitos, participação e mobilização social. Os pesquisadores dos diversos programas da Coppe têm valiosas contribuições a serem compartilhadas nos três eixos, seja desenvolvendo tecnologias específicas para aplicações sociais, seja incorporando a visão social nas diferentes tecnologias que desenvolvem para aplicações ambientais e econômicas.

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